O sorriso insiste em tocar as orelhas;
as lágrimas, em escorrer de alegria.

As mãos insistem em tatear as flores,
e o cheiro, em guardar memórias.

As cicatrizes formam desenhos,
como as nuvens,
e os pés teimosos insistem em deixar pegadas à beira-mar.

Todos assistem ou insistem:
eu, você, o sol, o ar, o mar.

Todos resistem ao caos,
ao fim,
ao amanhã.

E nós vamos todos tocando,
sentindo,
chorando,
sorrindo
e desenhando a nossa história aqui,
assim.