Hoje não é o fim.
É o início de uma história,
uma história que eu já deveria ter contado.
A história onde corro, me alcanço na esquina
e, ofegante, me peço para ficar.
Hoje eu não quero lágrimas,
nem dor.
Já doeu demais.
Hoje eu vou me fazer feliz,
como nunca fui.
Eu voei para além das telas da ilusão,
voei para além de todos aqueles
que cortaram as minhas asas.
Voei para dentro de mim
e encontrei o meu céu,
o meu paraíso imperfeito.
Vou seguir voando, livre.
E, quando eu pousar,
prometo não me perder de vista.
Não quero pertencer
a nenhuma gaiola,
nem permitir que me afastem
de quem sou.
A liberdade que carrego no peito
é a minha identidade,
e é a ela
que serei fiel
até o fim.
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