Ao ir ao seu encontro, me perdi pelo caminho.
Viajei no tempo.
Sozinha.
Ignorei a realidade.
Fui ao encontro do que já não existia mais.
Sim…. Não havia mais ninguém lá.
Apenas algumas mangas ao chão, uma carta, o sofá da sala e um pingo de memória que eternizou um amor que jamais poderá existir.
Me demorei em partir e me parti.
Já no novo endereço, meus olhos insistiam em buscar um pouco de passado.
Mas não havia mais pés de manga, nem perguntas e respostas… havia apenas o sofá da sala e um silêncio ensurdecedor.
Os muros eram altos… das paredes e dos corações.
Ainda assim, atravessei-os com gritos de quem não queria dizer adeus para sempre.
Do outro lado indiferença.
Assim, nossa história, pausada pelo tempo, teve, enfim, o seu fim.
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